Compreenda a diferença matemática, legal e fiscal entre os regimes de tributação em Portugal. Utilize o nosso gráfico comparativo com D3 para simular a poupança fiscal estimada da sua empresa e verificar o ponto de equilíbrio exato.
Ajuste os parâmetros da sua empresa e veja instantaneamente como o imposto a pagar e a matéria coletável se comportam no Regime Simplificado face à Contabilidade Organizada.
Inclui salários, TSU da gerência, rendas, softwares, viaturas, energia e consultoria fiscal.
Com 45% de custos reais comprovados, o Regime Simplificado cobra imposto sobre lucros fictícios. Mudar para a Contabilidade Organizada gera uma poupança líquida substancial.
* Simulação de caráter pedagógico considerando a taxa de IRC PME (17% até 50k€ e 21% excedente), sem derrama municipal. Passe o cursor sobre as barras para ver os detalhes.
Em Portugal, tanto as PMEs (sociedades por quotas e unipessoais) como os Empresários em Nome Individual (ENI) enquadram-se num de dois regimes fiscais principais. Compreender as regras do Código do IRC e CIRS é crucial para não perder dinheiro.
Criado para simplificar a burocracia das pequenas estruturas. O Estado não quer saber das suas despesas reais: presume automaticamente uma margem fixa de lucro através de coeficientes sobre a faturação bruta.
Se faturar 100.000 €, o Estado assume que 75.000 € são lucro e apenas 25.000 € são despesas, mesmo que tenha gasto 60.000 € em rendas, materiais e salários.
Apenas empresas com volume de negócios anual até 200.000 € podem permanecer neste regime.
Se tiver prejuízo real no ano ou despesas de investimento elevadas, paga imposto na mesma, porque o imposto incide sobre a faturação e não sobre o lucro real.
Regime oficial baseado nas normas do Sistema de Normalização Contabilística (SNC). O imposto é calculado com base no Resultado Real da Empresa: Faturação menos todas as despesas documentadas e aceites fiscalmente.
Todos os custos indispensáveis à atividade (salários, TSU, viaturas, combustíveis, deslocações, software, seguros, rendas) reduzem diretamente o lucro tributável.
Permite utilizar o DLRR (dedução até 12% por lucros retidos e reinvestidos), RFAI (dedução de 30% em novos ativos) e majorações fiscais por contratação.
Se a empresa tiver prejuízo fiscal, não paga IRC e pode reportar o prejuízo para abater nos lucros dos anos seguintes sem limite temporal!
Compare lado a lado as vantagens, obrigações e limitações de cada enquadramento fiscal em Portugal.
| Critério de Avaliação | Regime Simplificado | Contabilidade Organizada |
|---|---|---|
| 1. Base de Tributação | Coeficiente fixo sobre faturação (ex.: 75% em serviços, 15% em vendas). | Lucro Real comprovado (Proveitos − Custos Reais aceites). |
| 2. Dedutibilidade de Despesas | Não deduz despesas reais diretamente; assume 25% fixo de gastos. | 100% dos custos da atividade dedutíveis (salários, rendas, compras, softwares). |
| 3. Taxas de IRC Aplicáveis | 17% até 50.000 € e 21% excedente sobre o lucro fictício apurado. | 17% até 50.000 € e 21% excedente sobre o Lucro Real. |
| 4. Benefícios Fiscais (DLRR, RFAI) | Inacessíveis (perde deduções por investimento e lucros retidos). | Total Acesso (DLRR, RFAI, SIFIDE, majorações salariais). |
| 5. Tratamento de Prejuízos | Paga imposto mesmo em anos de prejuízo real. Prejuízos são ignorados. | Imposto zero em prejuízo e reporte fiscal para abater em lucros futuros. |
| 6. Acompanhamento Contabilístico | Não obriga legalmente a CC para ENI (embora muito recomendado). | Obrigatório Contabilista Certificado (OCC), garantindo rigor e compliance. |
| 7. Limite de Volume de Negócios | Máximo de 200.000 € anuais (se ultrapassar, transita obrigatoriamente). | Sem qualquer limite de faturação (de 0 € a milhões de euros). |
| 8. Gestão e Balancetes Mensais | Visão financeira limitada; sem balanços nem demonstrações de resultados. | Relatórios mensais, balancetes, mapas de tesouraria e KPIs de gestão. |
| 9. Crédito Bancário & Financiamento | Maior dificuldade na aprovação de crédito bancário e leasing. | Excelente credibilidade institucional perante banca, clientes e investidores. |
| 10. Período de Permanência | Pode mudar para organizada até março de cada ano fiscal. | Permanência mínima de 3 exercícios económicos após opção voluntária. |
Exemplos numéricos reais baseados em empresas clientes acompanhadas pelo nosso gabinete no Grande Porto.
Empresa com gerência remunerada, licenças de software em cloud, escritório no Porto e despesas de telecomunicações.
Agência criativa que subcontrata freelancers de audiovisual e tráfego pago (60% de custos operacionais reais).
Investimento intensivo no primeiro ano em maquinaria e contratações, gerando prejuízo contabilístico real de 15.000 €.
Se identificar um ou mais destes sinais no seu negócio, está quase certamente a pagar impostos a mais ao Estado.
Se tem colaboradores, rendas, softwares ou compras que representam mais de 25% do que fatura, o Simplificado cobra-lhe imposto sobre dinheiro que já gastou.
Pretende reter lucros para comprar viaturas elétricas, equipamentos industriais ou computadores? Apenas a Contabilidade Organizada permite aplicar o DLRR e RFAI.
Para concorrer ao Portugal 2030, PRR ou solicitar crédito bancário vantajoso, os bancos exigem demonstrações financeiras auditadas por Contabilista Certificado.
À medida que se aproxima do teto dos 200.000 €, a transição voluntária atempada evita surpresas fiscais e permite planear as deduções com meses de antecedência.
Envie-nos um balancete ou uma estimativa de faturação e despesas. O nosso gabinete em Matosinhos prepara um relatório comparativo detalhado sem qualquer compromisso.